Contos e parábolas

Ushpizim – sete condutores do nosso povo

Nossa tradição nos diz que, em Sucót, recebemos como hóspedes (ushpizim) sete dos condutores do nosso povo, a saber: Abrahão, Isaac, Jacob, José, Moisés, Aarão e David.

A cada noite, ao entrarmos na Sucá, convidamos esses visitantes ilustres a vir partilhar conosco do jantar.

Na primeira noite, fazemos a seguinte meditação, antes de entrar:

Seja do Teu agrado, ó Eterno, meu Deus e Deus de meus pais, fazer que esteja entre nós Tua sagrada Presença.

Estende sobre nós o abrigo de Tua paz, em virtude do preceito da Sucá que estamos cumprindo com reverência e amor, para afirmar a singularidade de Teu sagrado Nome.

Envolve-nos com Tua glória majestosa, sagrada e pura, para que ela nos proteja como as asas da águia que protege o seu ninho.

Possa a correnteza da vida dela fluir para com Teu servo [nome da pessoa], filho de Teu servo [nome do pai].

Ansioso por obedecer a Tua ordem, saí de meu lar para vir a esta Sucá; que isto seja considerado como se eu tivesse peregrinado para longe, por amor a Ti.

Livra-me completamente da minha iniquidade e purifica-me de meus pecados.

Ó Eterno! Concede-me que a continuação da minha vida seja banhada pela abundância de Tuas bênçãos.

Aos que estão famintos e sedentos, concede suficiente alimento e água.

Que eu possa encontrar abrigo sob Tuas asas protetoras, quando eu deixar este mundo.

Permite-nos, por Teu julgamento favorável, viver ainda aqui na terra Te reverenciando por muitos e muitos dias, e a Ti erguendo nossas preces.

Abençoado por toda a eternidade seja o Eterno. Amen. Amen.

Convido agora para jantar meus sublimes hóspedes: Abrahão, Isaac, Jacob, José, Moisés, Aarão e David.

Na primeira noite, exclamamos:

Ó Abrahão, meu honrado conviva, que seja de teu agrado estar conosco nesta refeição junto com os demais nobres convidados Isaac, Jacob, José, Moisés, Aarão e David.

A cada noite seguinte, mudamos nessa frase o primeiro nome, na sequência em que estão enumerados nossos ilustres convidados.

É importante que não nos satisfaçamos apenas com esses hóspedes, mas que busquemos trazer à Sucá aqueles que estão sozinhos, os que estão sem recursos, os que estão longe de suas famílias ou os que não tem condição de fazer uma Sucá, pois, somente assim, honraremos a presença da Shechiná com a prática da Mitsvá de Tsedacá.

Como em todas as festas, o kidush é feito referindo-se à data que está sendo celebrada, e velas são acesas pelas mulheres, e tudo dentro da Sucá.

(texto de Sr. David Gorodovitz)

Quer saber mais? Baixe uma degustação do capítulo sobre Sucót de O Ano Judaico Ilustrado:

 

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